Precisamos rever a legislação trabalhista no Brasil

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Corpo estava com uma corda no pescoço na fábrica em Rio Claro (SP). Caso foi registrado pela Polícia Civil nesta terça-feira (21) como suicídio.

Dono de empresa que demitiu 223 funcionários se suicida com corda no pescoço. Hoje é um dia muito triste porque nos obriga a refletir sobre o que a legislação trabalhista fez com as empresas nos últimos 13 anos de governo PT.

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Luíz Antônio Scussolino

No Brasil, aprende-se que empresários não tem sentimentos e gostam de pagar baixos salários ou demitir funcionários. Mas a verdade é exatamente o oposto, nenhum empresário tem como objetivo pagar baixos salários ou demitir seus funcionários. Empresários pensam na saúde da empresa, querem fazê-la crescer e gerar lucro. E quando a empresa cresce, mais funcionários são contratados (cria-se mais vagas), os bons funcionários sobem de carreira e as rendas dos trabalhadores melhoram.

Entretanto, em momento de crise, quando a receita cai e a empresa não tem onde tirar dinheiro para pagar seus funcionários,  o empresário não tem outra opção a não ser ter que demitir alguns funcionários para evitar a quebra da empresa, o que resultaria em um desemprego ainda maior. Foi exatamente isso que aconteceu com uma fábrica de sofá na cidade de Rio Claro-SP.  Após ter queda de 80% nas vendas, devido à recessão econômica causada pelo governo federal, o dono da fábrica tentou negociar com sindicatos para reduzir jornada de trabalho e salários dos funcionários para não ter que demitir ninguém. Mas o sindicato negou.

Após perder a negociação com os sindicatos, o empresário não teve outra alternativa e foi obrigado a demitir 223 funcionários. Além de ver sua empresa a caminho da falência, ainda teve que aguentar o sentimento de culpa por prejudicar mais de 200 famílias com essas demissões. O dono da fábrica não suportou tamanha pressão e suicidou-se com uma corda no pescoço dentro da própria empresa.

Quando os empresários criam vagas e geram condições melhores para muitas famílias, os políticos se apropriam do momento para dizer que foram eles que melhoraram a situação do país. Agora, quando os mesmos políticos saqueiam os cofres públicos e faz o país atravessar uma enorme crise econômica, são os empresários que aguentam as pontas. Está na hora dos brasileiros enxergarem o outro lado da história.

Muitas pessoas perguntam se já fui esquerdista algum dia. Conforme a velha máxima, quem nunca foi socialista aos 20 não tem coração, quem é socialista aos 40 não tem cérebro. Faltam poucos dias para completar 40 e não poderia ser mais anticomunista do que sou. Mas confesso que nunca tive coração, de acordo com o ditado. É que jamais defendi o esquerdismo, ao contrário de formadores de opinião associados à direita hoje, como Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho.

Entre os vários motivos possíveis, não considero minha suposta falta de sensibilidade, até porque quem me conhece sabe que é justamente o contrário. Logo, a razão deve estar em outro lugar. E uma delas talvez seja o fato de ter um pai empresário, que veio de baixo e conseguiu se tornar sócio de um negócio. Lembro bem de meu professor de história da sétima série, Guilherme, falando de marxismo e repetindo que todo patrão era explorador. Como assim?

A narrativa não batia com a realidade que eu enxergava. Nas poucas viagens de lazer, pois meu pai sempre trabalhou muito, lembro de vê-lo sempre ligado às notícias brasileiras, antenado e tenso, pois qualquer medida política nova, um plano heterodoxo daqueles, poderia levar à bancarrota seu negócio. E eis o que mais o afligia: a responsabilidade por cerca de 200 funcionários. É um fardo e tanto.

Mas a esquerda insiste até hoje no discurso marxista de que patrão explora empregado. É coisa de quem nunca empreendeu, jamais foi sócio de um negócio de verdade. Contra tal visão tosca, recomendo A Revolta de Atlas, de Ayn Rand, em que fica claro o papel de compromisso para com os clientes, funcionários e acionistas por parte daqueles empreendedores que merecem nossa estima. Conheço alguns assim na vida real.

Contribuição1: http://goo.gl/HfGCYR

Contribuição2: http://goo.gl/e4aAQe

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