Edição Histórica da revista Manchete, de Abril de 1964

Um Milhão de Cariocas na Marcha da Liberdade

Se você quer saber o que aconteceu, para mostrar ao seu filho ou neto, leia e tire suas conclusões. Uma mentira , mesmo se for contada como verdade, nunca será uma verdade. Precisamos mostrar que os militares responderam aos anseios do Brasil naquela época. Nunca houve um golpe! O fato é que, os militares salvaram o país dos comunistas.

Em 1964, houve um movimento de reação, por parte de setores conservadores da sociedade brasileira – notadamente as Forças Armadas, o alto clero da Igreja Católica e organizações da sociedade civil, apoiados fortemente pela potência dominante da época, os Estados Unidos – ao temor de que o Brasil viesse a se transformar em uma ditadura socialista similar à praticada em Cuba, após a falha do Plano Trienal do governo de João Goulart de estabilizar a economia, seguido da acentuação do discurso de medidas vistas como comunistas na época, tais como a reforma agrária e a reforma urbana. Inúmeras entidades anticomunistas foram criadas naquele período, e seus discursos associavam Goulart, sua figura e seu governo, e o “perigo comunista” ou “perigo vermelho”. Esse discurso, que até fins de 1963 ficara confinado a setores da extrema-direita, conquista rapidamente maior espaço e acaba por servir de “cimento da mobilização anti-Goulart”, propiciando uma “unificação de setores heterogêneos numa frente favorável à derrubada do presidente”.

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Bigeli, Alexandre. «Elites e militares derrubaram o governo de Jango». Educação. UOL. Consultado em 5 de setembro de 2012

Ferreira, Jorge Luiz e Reis Filho, Daniel Aarão«Revolução e democracia (1964-)». books.google.com. Coleção “As esquerdas no Brasil”, v. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.

«O governo João Goulart: novos rumos da produção historiográfica». www.scielo.br. Por Marcelo Badaró Mattos. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 28, n.º 55, p. 245-263 – 2008

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